sábado, 18 de abril de 2015
Feminismo, machismo e misandria
É claro que o machismo é institucionalizado. Mas as instituições não criaram a si mesmas. Instituições machistas foram criadas por pessoas machistas e podem ser destruídas por pessoas feministas. Enquanto essas instituições existirem, a sociedade será machista. Mas disso não se segue que todas as pessoas dessa sociedade são machistas, sejam homens, sejam mulheres. Sim há mulheres machistas, assim como há homens feministas. Sim, há homens feministas, se feminismo é definido como a luta contra o machismo, contra a idéia de que os homens têm certos privilégios morais que as mulheres não têm, luta em favor de uma sociedade que reconheça os direitos das mulheres, entre outras coisas. A misandria, o ódio ou desprezo por homens, não é institucionalizada como o machismo, claro. Nem chega perto disso. Mas ela existe. Algumas mulheres são misândricas. São umas poucas, mas elas existem. E sua misandria não se justifica pela existência do machismo institucionalizado. A reação justa a uma injustiça não pode ser uma injustiça. Uma mulher odiar um homem que está lutando pelas causas feministas é tão justificado quanto um negro odiar um branco que está lutando contra o racismo. Mas, é claro, os homens, na sua totalidade, não são afetados pela misandria, pois são poucos os casos e ela, por isso, não é institucionalizada. A sociedade continua machista do mesmo jeito. Mas alguns poucos indivíduos são afetados pela misandria. Eu acho que negar qualquer um desses fatos é um puro e simples tiro no pé do feminismo. É difícil para um homem livrar-se do seu machismo? É. Mas isso pode ser igualmente ou mais difícil para mulheres. Há mulheres que simplesmente desprezam o feminismo enquanto que há homens engajados nele. Já tive discussões com mulheres que defendiam opiniões machistas e que hoje as condenam.
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